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A criatura amiga

 

Hoje é seu dia, ó criatura!

Ele chega assim, desde que nascemos

E por um bom tempo fica ao lado

E o tempo os larga no mundo

Separando-os, mas aparecem outros

Cada um com seu estilo, sua mania

Alguns aparecem de um dia pro outro

Outros demoram muito tempo para se assumir

E assim a gente acolhe várias dessas criaturas na vida

E cada vez mais somos também acolhidas

Têm alguns imune a tempo e distãncia

Para outros, essa sãos suas kriptonitas

Mas sempre há algum por perto

E continuam por um bom tempo em nossas vidas

E permanecem em nossa história

O tempo e a distância os fazem lembranças

Ou exemplos

Há outros que estão sempre ali, vira e mexe

Muda e volta, e a gente se depara com eles

Parecem que tem rastreador, e deles contamos

Sempre com sua presença …

Há outros relâmpagos, chegam e arrasam

E como um trovão, de desvanece na escuridão do dia

Nas luzes da noite

Têm aqueles que fundem com a gente

Não arredam o pé, até ter o que querem

E como não sabem o que é

Não arredam nunca

Esses também são legais e fiéis, e fazem parte da nossa vida

Do cotidiano …

E os misteriosos? Que a gente pensa que nunca serão amigos

E por alguma coisa na vida, nos une, para nunca mais separar

A certeza da forte aliança forjada no calor do acaso …

Mas ele é misterioso, e foge, tem que manter seu mistério

São amigos, profundos amigos … e não faz caso!

Estarão lá, quando a gente menos esperar

Sem falar dos atirados, que num piscar são nossos mais confidentes amigos

E em outro piscar nos viram as costas,

Com esses a gente aprende a viver

A reconhecer limites e diferenças!

Há os de toda hora, o comum da vida, o que tá ali e não diz nada

Nada de discurso filosófico, nem de glamour noturno.

Está ali, camiseta branca, calça jeans, a toda hora, em todo lugar

É daqueles que só de olhar, sabe como você tá,

Muitas vezes não lhe dirige nenhuma palavra confortável

Mas num olhar confidencial, te acalma, é teu forte e você sabe

Está ali..sempre…

São tantos, que descrever é tolice de minha parte

Cada um tem seu jeito, sua forma de se mostrar … ou não!

Na verdade, só quem pode tentar entender o que é realmente ser amigo

São aqueles que realmente são …

Um sentimento perto da paixão, mais próximo ao amor

Que segue a devoção

Ser amigo, é ser gente, é ter coração!

Não nego!

O que é mais ofensivo na humanidade hoje, ao meu ver, é o quanto o caráter da completude é negado.

O que quero dizer quanto a algo completo, é que há em cada um de nós, nossos pontos positivos e negativos, perfeitos e imperfeitos, alegres e tristes, enfim…a dualidade em si é completa.

A negação que fazemos em relação ao que consideramos, ou definimos como negativo, mal, ruim enfim…

Essa negação faz parte da valorização que fazemos de nós, das coisas, dos outros…cada pessoa que erra, peca, mostra seu lado negativo, talvez porque não consegue deixar dentro de si todo esse lado..ele compartilha!

Porém dos outros é julgado, condenado, por não renunciar sua completude

Será que devemos ser, ou tentar se sempre perfeitos, unilaterais??

Será que condenação maior é se negar, negar o lado que faz parte, que somos nós??

Será quem é mais culpado, o que erra por se respeitar, por se mostrar, por se descobrir..ou aqueles que esconde em si e se maltrata para ficar dentro do julgamento construído como certo??

Não se negar…tem seu preço!

 

 

 

Ô Gente …

Cada um, a hora incerta

Dos amigos que se descobre

Em cada alidado que se encontra

E dos inimigos que se revelam

São pessoas, simples e complexas pessoas

Que são assim..como eu, gente!

 

Nova, a cada passo

Antigas reflexões

Que perduram na trilha do hoje

E do amanhã

 

Novas casas, velho sentimento de lar extinto

Desejo de toca velha pra não ver a Luz

Sempre transitando no temporário

Do incerto da vida, da morte

Agradecimento, sem dever,

Só sentir o que se torna

A cada passo, a cada queda

Ser andarilho dos tempos modernos

A pensar onde acampanhar futuramente

Os pensamentos, crenças, vivências…

Das reflexões velhas, em cabeças novas…  ô gente!

Um ensaio

 

Ensaiar o que escrever, ensaiar o que dizer, ensaiar a vida!

E sair com minh’alma perdida

Por fim…

 

Sair de mim, conseguir sentir além …

Pensar no que fazer, jurar e nunca dizer por quem …

Tentar me achar nesse mundo aquém.

Abrir as portas, malas, gavetas, a vida …

Ler gibis, livros, revistas, almas…

Escrever contos, poesias, críticas, sinas….

Revelar opiniões, fotos, mistérios … segredos

Fazer comida, roupas, desenhos, futuros

Trabalhar duro, trabalhar a vida

Sempre assim, no mesmo passo

Na mesma ida…

Oi gente …

Para começar nesse novo mundo para mim, colocarei um trecho que gosto de um livro que adoro!!!

“… Há minerais venenosos que podem matar plantas, animais ou homens. Há plantas venenosas que podem matar animais ou homens. Há animais venenosos (principalmente os répteis) que podem matar os homens – mas o homem é incapaz de continuar a cadeia venenosa, embora possa envenenar outras criaturas, porque nunca desenvolveu um meio de envenenar os deuses …”

de O Código do Iniciado Riveda (As Brumas de Avalon - de MZB)